Insumo

A importância dos insumos agrícolas nas plantações

No agronegócio, os insumos são fundamentais para toda a cadeia de plantações. Eles são necessários para garantir a nutrição e proteção das plantas, buscando, dessa forma, uma melhor produtividade da lavoura. Segundo o Ministério da Agricultura, existem três grupos de classificação: sementes – que abrange também mudas; fertilizantes – também contempla corretivos e inoculantes; e agrotóxicos – que engloba também os reguladores de crescimento, feromônios e etc.

“Cada grupo se desdobra num mundo de particularidades diferentes. Há insumos orgânicos, biológicos, químicos, geneticamente modificados, de uso público, de uso restrito e/ou protegido”, afirma André Felipe da Silva, diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). “Portanto, dependendo do nível de classificação que se pretende podemos ter inúmeros grupos de insumos.”

Todos os insumos são regulados pelo órgão, que fica encarregado pelo registro e fiscalização. Já a comercialização é controlada pelos órgãos estaduais. O Brasil, por possuir um setor agrário muito forte, obtém destaque em relação aos demais países do Mercosul. “Se formos comparar os números absolutos, é o melhor mercado para os insumos agrícolas”, explica Silva. “Isso porque o País tem mais áreas agricultáveis. Porém, em termos de regulação, as regras para a produção são mais ou menos equivalentes.”

O Brasil também se destaca na produção de alguns grupos de insumo. Segundo Silva, o carro-chefe do País é a criação de sementes e mudas, das mais variadas espécies. Na área de fertilizantes, grande parte das empresas opta por importar as matérias-primas e misturam localmente. Com os agrotóxicos o processo é semelhante.

Por serem bens necessários, os insumos agrícolas são responsáveis por grande parte dos custos de produção.“Portanto, custam dinheiro. Se não há crédito para o agricultor, ele pode optar pela produção própria ou comprar apenas o necessário. Alguns podem ser produzidos pelo próprio agricultor. Só que nesse caso a venda é proibida para terceiros” conta André da Silva. “Só que ambas as opções devem resultar em baixa produtividade, já que os insumos estão atrelados a altas colheitas.”

Agroecológicos

A procura por um cultivo mais sustentável tem resultado na defesa pelo uso de insumos agroecológicos. Para obterem essa classificação, alguns requisitos são necessários. O nível de toxinas deve ser nulo ou baixo. Também é preciso que haja eficiência no combate de insetos nocivos às plantas. Outro requisito é que sejam fáceis de serem obtidos, terem manejo e aplicação de maneira facilitada, e custo menor para a aquisição.

Nesse caso, os alternativos utilizam materiais mais naturais. No grupo das plantas defensivas, o extrato de alho é um exemplo. Por ter função fungicida, ajuda no combate de algumas doenças, como o míldio. Ele também pode ser usado como repelente contra insetos, como o pulgão.

Outra planta que pode ser utilizada é a Urtiga. Seu uso é mais comum na horticultura, pois ajuda a aumentar a resistência natural, além de proteger as plantações contra insetos.

Além das plantas, alguns produtos orgânicos também podem servir como agentes defensivos. As cinzas de madeira, por serem ricas em potássio, tem uso recomendado no controle de pragas. Já a farinha de trigo pode ser eficiente contra ácaros e lagartas.

Feita por meio de esterco animal, resíduos orgânicos, restos de capim em um processo de fermentação, a calda biofertilizante pode ser usada como um fertilizante natural. Ela ajuda na nutrição da planta, elevando sua resistência contra pragas.